Mariusz Jop antes do #POGWIS: É preciso estar muito atento e concentrado
Damian Urbaniec
Antes da partida fora de casa pela PKO BP Ekstraklasa contra o Pogoń Szczecin, o técnico do Wisła Kraków, Mariusz Jop, comentou a situação do elenco, falou sobre as substituições e a adaptação dos novos jogadores e avaliou o potencial do adversário.
Situação do elenco
Perguntado sobre as condições de saúde da equipe e a lista de relacionados para a partida em Szczecin, o técnico respondeu:
“Temos alguns problemas de saúde. Eu não gostaria de mencionar nomes, para não facilitar as coisas para o adversário. Quanto aos jogadores em recuperação, sim, Gigi está conosco, enquanto Mark ainda não”.
As substituições e a situação de Jeremy
Ao comentar a discussão em torno das substituições na partida anterior e, questionado sobre a condição de Jeremy após um mês de treinamentos, o treinador explicou detalhadamente:
“Lembremos que Jeremy chegou depois de dois meses sem treinar com a equipe e podemos dizer que trabalha conosco há quatro semanas. No entanto, uma coisa é o jogador trabalhar quatro semanas com a equipe depois de uma pausa de três semanas ou de um mês. A questão é o que ele fez durante essa pausa. Levando em conta as possibilidades atuais, o regulamento mudou e podemos levar um número maior de jogadores. Levei Jeremy nas duas últimas partidas justamente para que ele sentisse o ambiente, estivesse com a equipe como jogador adicional, sabendo que ainda não está pronto para ajudar efetivamente o time, porque o vejo nos treinamentos e sei em que condição está e do que ainda precisa. Portanto, peço confiança nesse aspecto. É claro que, olhando de forma muito objetiva, temos um jogador com perfil semelhante ao de Angel. Angel não estava em sua melhor forma nessa partida e poderíamos dizer que seria o momento ideal para Jeremy, caso estivesse em uma condição que lhe desse mais chances de ajudar a equipe. Também devemos lembrar que Angel é um jogador que às vezes pode passar despercebido durante uma partida, pode ter teoricamente um momento pior, mas, quando a equipe está no ataque posicional e provavelmente permanecerá assim até o fim da partida — foi assim que o jogo se desenvolveu —, jogamos com um jogador a mais e o Górnik se defendeu recuado, contando apenas com contra-ataques rápidos. Às vezes há aquele único momento, aquele único chute, e sabemos que Rodado é um jogador excepcional na finalização dentro da área. Por isso também tomei a decisão de mantê-lo em campo por mais tempo, acreditando que talvez ele tivesse aquela única oportunidade. Ele teve, mas o chute foi muito fraco e o goleiro defendeu”.
Questionado ainda sobre o momento adequado e as particularidades das mudanças de jogadores, Mariusz Jop acrescentou:
“Quanto às substituições, também entendo que possa haver essa impressão, mas devemos lembrar que cada jogador tem seu perfil específico, e há jogadores que são melhores no ataque posicional e no jogo combinado. Há jogadores que preferem ter espaço. Novamente, se a situação é específica e sabemos que estamos no ataque posicional, há jogadores potencialmente melhores nesse contexto e outros potencialmente piores, e é daí que vêm essas decisões. Por que quatro substituições e não cinco? Devemos lembrar que Lelieveld jogava com um grande problema desde o 15º minuto, após uma entrada muito agressiva de Josema, e também é preciso reconhecer que ele demonstrou grande caráter, determinação e espírito de sacrifício ao terminar a partida. Tirar Lelieveld naquele momento, sendo ele um jogador que contribui muito no ataque posicional, mas sabendo que a qualquer instante poderia levantar a mão e dizer que não aguentava mais por causa do problema no joelho, fez com que esperássemos com a última substituição, caso isso acontecesse. Portanto, para esclarecer as perguntas e o debate em torno do número de substituições, das estatísticas e das comparações com outras equipes, houve uma estatística na internet sobre quantos minutos, em média, os reservas jogam. Acho que a especificidade de cada equipe, além do número de partidas, faz com que a média desse parâmetro não reflita totalmente o que acontece em cada time”.
Orientações e melhora do jogo antes da viagem a Szczecin
Perguntado sobre a ausência de vitórias fora de casa e sobre o que precisa melhorar no jogo da equipe antes da partida em Szczecin, o técnico respondeu:
“Acho que, neste momento, é um pouco cedo para olhar de forma geral para a tabela. Também é cedo para construir a narrativa de que não vencemos fora de casa — sim, isso é um fato, porque foram duas partidas e essas são as estatísticas —, mas acho que é preciso olhar para esse tema em uma perspectiva um pouco mais ampla. O que precisamos fazer? Certamente ser mais pacientes com a bola. Também precisamos ser mais sofisticados nas fases de transição. É claro que, se houver a possibilidade de um ataque rápido, devemos aproveitá-la, mas, se não houver, precisamos simplesmente manter a bola por mais tempo. Temos de cometer menos perdas de bola e ser mais atentos e concentrados nas situações simples. Refiro-me aos dois gols sofridos na última partida, porque foram gols sofridos em jogadas de bola parada. Naturalmente, há ainda vários elementos em nossa defesa média e baixa nos quais trabalhamos, coisas que vemos que podem ser melhoradas e às quais dedicamos bastante tempo. Quanto às ações ofensivas, acho que há muitos pontos positivos, porque criamos oportunidades em todas as partidas. Certamente queremos manter isso, para que o xG continue alto e o número de chances criadas seja grande. No entanto, precisamos ser mais atentos defensivamente, evitar faltas simples, desatenções e falta de concentração. São aspectos que precisam ser melhorados”.
Composição do miolo da defesa
Perguntado pelos motivos da escolha da dupla de zagueiros Alan Uryga – Maxence Maisonneuve e sobre a situação dos demais defensores, Mariusz Jop explicou:
“Dario teve uma lesão muito longa e levou praticamente cinco ou seis semanas para se recuperar. Acho que Kutwi teve um período de preparação ruim, mas agora está claramente melhor. Se temos três jogadores destros, precisamos colocar alguém no lado esquerdo que também não se sentirá totalmente confortável, como aconteceu com Max. Também sei que ele provavelmente se sentiria melhor como zagueiro pela direita, mas, dos três, certamente é quem perde menos de suas características na construção das jogadas. Acho que a posição de Alan é bastante clara para todos. Ele é um defensor que joga de forma muito sólida e também é perigoso nas ações ofensivas; tem duas assistências, é sólido na defesa e acho que não há grandes dúvidas sobre sua posição — pelo menos eu não tenho, e provavelmente elas também não deveriam existir”.
Características do Pogoń Szczecin
Perguntado sobre tirar conclusões da partida amistosa anterior e sobre a análise dos pontos fortes e fracos do Pogoń Szczecin, o técnico respondeu:
“Com certeza, quanto ao ambiente da partida, ao local e ao fato de que certamente será barulhento, com uma boa torcida — sabemos que os torcedores também têm simpatia mútua —, haverá uma atmosfera muito boa nas arquibancadas. Concordo que podemos aproveitar algo daquela partida amistosa nesse sentido. Mas apenas isso. O treinador mudou, alguns jogadores mudaram, é uma equipe completamente diferente. Acho que é uma equipe sólida defensivamente, sofreu apenas dois gols nessas partidas e venceu duas de três. É uma equipe com enorme potencial individual. Também é possível ver muitas soluções na construção dos ataques. Há repetição de padrões e muita qualidade, especialmente pelos lados. Jogadores que gostam muito dos duelos e são perigosos neles. Também têm jogadas de bola parada perigosas. Na minha avaliação, certamente é uma equipe que terminará a competição em uma posição alta na tabela”.
Repercussão na mídia
Solicitado a comentar as declarações do presidente Jarosław Królewski no programa de terça-feira “Studio Reymonta” e perguntado se os dois haviam conseguido conversar, respondeu:
“Certamente, às vezes uma frase é retirada do contexto e repetida como manchete. Sabemos como a mídia moderna funciona. O presidente também sabe disso. No entanto, acho que o princípio que sigo e continuarei seguindo é que, se houver qualquer questão com colaboradores ou com o presidente do clube, certamente não entrarei nesse tipo de debate por meio da mídia. As conversas individuais são entre mim e o presidente, então gostaria de encerrar o assunto por aqui”.
Desenvolvimento dos jovens e adaptação à PKO BP Ekstraklasa
Perguntado sobre a evolução e o processo de adaptação de jovens jogadores como Jakub Krzyżanowski, Kacper Duda, Maciej Kuziemka e Marcel Łubik, o treinador destacou:
“Fico muito feliz por termos jogadores tão ambiciosos, trabalhadores e com grande potencial. Quanto ao Kuba, acho que no início era possível perceber bastante nervosismo e um pouco de estresse relacionado justamente a jogar na PKO BP Ekstraklasa. No entanto, a cada partida ele mostra um jogo melhor e demonstra cada vez mais suas capacidades. Além de ser muito sólido defensivamente, sabemos que ele tem grande potencial futebolístico no jogo ofensivo e ainda não mostra isso completamente. Mesmo assim, vejo progresso em cada partida no caso do Kuba. Fico muito feliz por ele estar indo na direção certa. Kuzi também precisa de algum tempo para se adaptar. Sabemos que é um garoto que jogava muito bem na segunda divisão, mas as exigências na PKO BP Ekstraklasa são maiores. Os adversários estão mais preparados individualmente para enfrentar cada oponente, conhecem-no melhor e, certamente, ele encontra mais dificuldades nas ações ofensivas. Ainda assim, é um garoto que trabalha muito bem e certamente ajudará a equipe muitas vezes. O mesmo vale para Kacper. Marcel continua sendo um jogador jovem, mas já experiente, que mostrou ser capaz de jogar em alto nível na PKO BP Ekstraklasa. Acho que ele confirma isso. É claro que tem momentos melhores e piores, como qualquer jogador, e também comete erros, mas certamente é alguém que nos ajuda e ajudou nas partidas que já disputamos”.
Lições da derrota e análise dos erros
Solicitado a apontar os aspectos que a equipe precisa melhorar após a partida em Zabrze, Mariusz Jop explicou:
“É preciso estar muito atento e concentrado. Às vezes, pequenas coisas decidem se você vence ou perde. Uma partida tem momentos diferentes. Há momentos como os que tivemos no início do jogo, quando começamos muito bem e praticamente a primeira jogada poderia ter terminado em gol. Depois, após um bom cruzamento de Duarte, Jordi poderia ter transformado aquela oportunidade em gol. São momentos que você aproveita ou não. Mais tarde, acabamos sofrendo um gol em uma jogada de bola parada, também com um pouco de desatenção, quando poderíamos ter nos comportado melhor. O segundo veio após uma falta desnecessária, cometida com facilidade excessiva. Depois também tivemos algumas oportunidades razoáveis, com Alan Uryga e em outros momentos nos quais poderíamos ter aproveitado melhor os espaços que criamos. Portanto, há muitos elementos. É difícil dizer que se trata de uma única coisa; sempre é um conjunto de ações que precisam ser melhoradas ou que foram boas e queremos repetir”.
Avaliação das contratações
Perguntado sobre a validade de contratar jogadores que ficaram muito tempo sem treinar e sobre o perfil do zagueiro procurado — se não teria sido melhor buscar alguém que dominasse melhor a bola com o pé esquerdo —, o técnico respondeu:
“Quero destacar que estou muito satisfeito com o trabalho realizado por todo o departamento de futebol. Sei como esse é um mercado difícil e, com as limitações e os filtros que temos no clube, não é fácil atuar nele. Portanto, considero que o trabalho foi muito bem feito. Acho que faz sentido contratar até mesmo um jogador que esteja voltando de uma pausa mais longa, se acreditamos nele e enxergamos potencial. É claro que é preciso ter paciência e esperar o momento em que ele alcance sua melhor condição, porque cada semana traz uma grande melhora. No entanto, é preciso ter paciência em cada caso quando se trata de um novo jogador, pois já tivemos vários casos assim. Božić e Duarte, por exemplo, também não eram jogadores que começaram contribuindo muito imediatamente. Foi preciso esperar um pouco por eles, e isso apenas confirmou que as decisões tomadas pelo clube eram corretas. Às vezes, porém, também é preciso dar tempo ao jogador para que ele se adapte e se integre ao grupo. Não são coisas tão simples quanto parecem. Alguns precisam de um pouco mais de tempo, outros de menos”.
Jogo pelos setores laterais e cruzamentos
Perguntado sobre o baixo número de cruzamentos para a área no confronto com o Górnik Zabrze, o técnico admitiu:
“Concordo que, na fase final, especialmente quando estávamos no terço final com um jogador a mais, houve cruzamentos de menos para a área. Às vezes também tínhamos poucos jogadores na área e, sim, isso foi algo que chamou a atenção e precisa ser melhorado nessas situações. Quando o adversário está fechado em sua própria área, precisamos de mais cruzamentos; foi algo que nos faltou um pouco”.
Análise das jogadas de bola parada
Ao comentar os gols sofridos em jogadas de bola parada e a preparação da equipe nesse aspecto, Mariusz Jop explicou:
“Sempre analisamos as jogadas de bola parada com muita atenção. Falo de bola parada de forma geral, mas uma cobrança de falta da entrada da área é diferente da defesa em um escanteio, em uma cobrança de falta ou em um lateral , porque são situações diferentes e cada uma é uma jogada de bola parada distinta, embora tudo seja colocado no mesmo pacote. Acho que, de modo geral, a equipe funciona bem nos escanteios. Desta vez sofremos um gol após uma cobrança de falta. No geral, acho que a equipe funciona bastante bem defensivamente nas jogadas de bola parada. É claro que queremos ser mais eficientes ofensivamente, porque acredito que temos condições de criar mais perigo diante do gol adversário, e às vezes uma jogada de bola parada simplesmente decide se você inclina a balança a seu favor ou não”.
Observação da partida do clássico
Perguntado se alguém da comissão técnica assistiria ao vivo à partida do clássico no estádio, o treinador respondeu brevemente:
“Essa ideia existiu, mas acabou não acontecendo”.
Adaptação da equipe à PKO BP Ekstraklasa
Na pergunta final, sobre se o estresse da estreia já havia diminuído após as primeiras rodadas e se é mais fácil preparar-se para as partidas quando há mais material analítico, Mariusz Jop concluiu:
“Certamente há mais material para análise, porque já disputamos quatro rodadas; algumas equipes estão após três rodadas, e isso certamente facilita a preparação para a partida. Uma coisa é voltar à temporada anterior, quando havia elencos e treinadores diferentes, e outra é basear-se no material que está disponível agora. Sim, isso facilita nosso trabalho na preparação para o jogo”.
A gravação completa da coletiva de imprensa está disponível no canal oficial do Wisła Kraków no YouTube — convidamos você a assistir e a se inscrever para acompanhar as novidades do clube.
Mariusz Jop antes do #POGWIS: É preciso estar muito atento e concentrado